Neblina

Há em mim um desejo, de estar só. 
Há em mim uma vontade, de sentir plenitude, ao menos uma vez. 
De dormir e acordar sem este gosto amargo que me provoca a vida. De não me preocupar por não ter saído do lugar. De não me preocupar por não saber viver.
Mas, nem gritar eu posso. Gritar, me faria louca, me colocaria em risco e deixaria exposta a dor que sinto, em não ser nada além do que sou!
E essa alma que anseia a vida, me atormenta durante noites e dias, me faz neblina diante da agonia, de não querer mais sentir dor!

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